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outubro 31, 2011

Dia 10 - Santiago de Cuba

31/10/11

Dia das bruxas.
A gente já não tinha mais forças para andar por ai sem rumo, num sol forte e estar sempre atenta a eventuais jineteiros. Então, acordamos tarde e fomos ver o que faltava ver no centro da cidade.

Começamos por uma escadaria na Calle Padre Pico e depois subimos até o Balcão de Velasques, um mirante que dá vista para a parte baixa da cidade.

Nesse balcão, fomos vítimas de mais um teatrinho de cubanos, desta vez envolvendo pessoas se passando por militares. Eles contaram uma história mirabolante dizendo que o pessoal que cuidava do Balcão estava em reunião e não podíamos entrar, mas poderíamos fazer um pequeno tour com eles que passava pela "Casa do Fidel" e pelo "lugar onde o Buena Vista havia sido filmado."

Escaleras de Pico e Balcão Velasques, cenário de um teatro de malandros cubanos
Como dissemos que já conhecíamos ambas as localidades e não estávamos interessadas em guias, eles se frustraram e falaram que a gente podia entrar no Balcão por 1 CUC cada. Pra não alongar a conversa demais, a gente topou.

Depois disso, caminhamos pela Calle Enramada, onde frequentamos lojas de locais e vivenciamos a diferença gritante entre os preços para turista e para nativos.

Calle Enramada
Tiendas e livros
Fomos em dois museus com a politica de 5CUCs por fotos que nos recusamos a pagar, e almoçamos em um lugar que tinha o melhor pudim de leite de cuba - que a moça falou que o segredo era colocar um pouco de vinho branco.


Voltamos pro hotel e mais um tempo de piscina, uma massagem e um cochilo até o jantar, de novo, no Salão tropical.

Curtimos: Comprar livros cubanos bem baratos.
Não curtimos: Empate entre um porquinho amarrado que deu dó e descobrir que a agua custa 40 centavos e pagar 1,2 CUCs por ela no hotel.


outubro 29, 2011

Dia 8 - Santiago de Cuba


29/10/11

Chegamos em Santiago de Cuba às 12h do sábado, depois de um emocionante vôo pela Cubana Airlines. O avião russo, bem conservado até para a idade, não nos inspirava muita confiança e tivemos fortes emoções até ele finalmente decolar.

Sofrendo um pouco com o calor do outono Caribeño, demoramos um pouco para sermos encontradas por nosso motorista para o dia: Jesus.

Um gordeto bem simpático de fala mansa e que, como todos os cubanos até agora, já começou a conversa nos oferecendo um city tour completo por módicos 80 CUCs "para las dos".

Antes de decidir, assim de impulso entregar grande parte do nosso dinheiro para ele, resolvemos nos ambientar, e dar uma volta pelo centro da cidade, ja que ela nos pareceu um pouco mais amigável que as demais.
Catedral e Ayuntamiento. Foi daqui que o Fidel fez o primeiro discurso depois da vitória da revolução
Fomos almoçar no Don Antonio (plaza dolores), uma comida mais ou menos, superfaturada pela influencia de nosso amável taxista que, com certeza pediu una comissión, mas suficiente para matar nossa fome e com o mojito mais forte de toda a Cuba.

Cenas Santiagueiras
Para cortar o efeito da bebida, fomos ate o Café Isabelica, dito o melhor da cidade. Lá, o garçom, visivelmente mais bêbado que nós, explicou que a especialidade da casa era um café com mel e rum. Pra não perder a viagem pedimos esse mesmo, o que nao ajudou muito.

A moça do quadro é a Isabelica, a grande inventora do Café com Mel e Rum.
O moço da mesa é um bêbado qualquer que conversou com a gente sobre Niemeyer.

Não, a gente não bebeu muito nesse dia.
Já um pouco borrachas, nos quedamos no Hotel Casa Granda por muuuito tempo, bebendo mais e planejando a noite. Escrevemos uns cartões postais para amigos e temos esperança que algum dia eles cheguem. 

PS: Até hoje, meio de novembro eles não chegaram, mas amigos, confiem, vocês foram lembrados. Temos até algumas fotos dos cartões para provar, mas vamos guardá-las até o ano que vem, caso não cheguem mesmo.


Estava lendo Graham Greene na época
Acabamos voltando lá a noite para comer o melhor queijo quente da viagem - sério, a comida cubana não é lá grande coisa e queijos quente, às vezes, são a melhor pedida para matar a fominha sem gastar muito -, e mais um mojito antes de irmos para a Casa de La Trova, ouvir um pouco mais de música cubana tradicional e rejeitar mais investidas de cubanos tentando fazer a gente bailar.

Casa de La Trova de Santiago
Curtimos: Tarde toda na varanda do hotel Casa Granda escrevendo cartões postais e bebendo mojitos.
Não curtimos: presenciar velhos europeus brancos aproveitando o turismo sexual da região.