maio 24, 2009

No avião

Viagem de 10 horas até Roma. Viagem de avião é sempre um saco se
você faz parte da massa proletária e não tem a sorte de ganhar um
upgrade para a 1.a classe.

No meu caso parece que o azar é maior ainda. A menina da agência -
que tenho certeza que se droga com alguma frequência - jurou que ia
fazer a reserva do voo já com os lugares marcados, na janelinha e tal.
Enfim, ao chegar ao check in nada disso tinha acontecido e o avião
estava lotado, restando diversos lugarzinhos no meio da fila de
cadeira de três lugares que fica no meio do avião.

Depois de alguns minutos de stress - já que a menina do check in
também tinha lá suas limitações - conseguimos três lugares
seguidos e um lugar no meio na frente. Seguimos nossa fila até o tal
avião.

Agora estou eu aqui na penúltima fileira do avião entre dois
jogadores de futebol de areia cariocas que se falam como se eu não
existisse no meio deles. E eles ficam numas de "rapa" "irmão" "e a
cbf" que não acaba mais.

Em uma atitude de revolta, resolvi ajoelhar no banco e falar com meus
amiguinhos da fileira de trás, mas isso me enjoou um pouquinho e achei
mais produtivo: ver um filme, ler um livro e escrever um post.

Ok. Estou um pouco ranzinza com a viagem. Devia estar mais alegre com
as férias e com as coisas novas, mas ouvir duas horas de uma conversa
cheia de malandragem sobre os bastidores do futebol de areia, esmagada
numa poltrona apertada da classe econômica não faz o melhor de uma
pessoa aflorar.

Eles sumiram agora. Foram roubar batatas fritas do fundo do avião. Vou
tentar ver outro filme e cochilar antes de eles voltarem

Enviado do meu Vivo